The Uplift War (A Guerra da Elevação) – David Brin

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Ficha Técnica do Livro:

  1. Título: The Uplift War (A Guerra da Elevação) – Uplift #3
  2. Nome do autor: David Brin
  3. Nome da editora: Bantam Spectra
  4. Lugar e data da publicação: Eua, 1987
  5. Número de páginas: 294 páginas;
  6. Gênero: Ficção Científica;
  7. Nota: ★★ (3)

The Uplift War (A Guerra da Elevação) é um romance de ficção científica escrito em 1987 por David Brin, e o terceiro livro do Universo Elevação que é composto por seis livros. O livro foi indicado ao Prêmio Nebula de melhor romance em 1987 e venceu os prêmios Hugo e Locus de melhor romance em 1988.
Os dois livros anteriores, Sundiver e Star Tide Rising, conforme escrevi nas análises anteriores, para mim foram desapontadores, o primeiro por ter sido conduzido de forma ingênua, com personagens fracos e pouco envolventes. O segundo, apesar de ter recebido vários prêmios, também foi desapontador devido ao uso de uma estrutura de narrativa rotativa com capítulos muito curtos com quebra constante de ritmo, uma falha estilística que considerei grave. Infelizmente David Brin manteve o mesmo estilo nesse livro, insistindo na rápida alternância entre os personagens o que liquidou com o ritmo do livro.

Ainda encontramos capítulos muito curtos, com mais de um capítulo por página, alguns capítulos com menos de 3 sentenças, o que produziu absurdos 111 capítulos! Por que dividir o livro em sete partes? E por que a parte sete teria apenas um  capítulo? Por que não chamar o último capítulo de epílogo? Apesar de alguns capítulos serem mais longos, muitas vezes ele perde tempo em trechos desnecessários (como o capítulo 24, que descreve um bar de stripers tão repleto de clichés que parece ter saído de algum filme de faroeste, só que com atores chimpanzés).

Apesar do título mencionar uma guerra, não se trata de uma ficção científica militar. Sim, trata-se de uma guerra, mas o foco da história mais uma vez é a Elevação de espécies à condição de senciência e não a guerra em si. Assim como nos livros anteriores, David Brin fez um bom trabalho na sua construção dos Galáticos. Cada raça alienígena possui uma cultura própria, cheia de peculiaridades, algumas curiosas, outras até mesmo bizarras. Os Gubru, por exemplo, que iniciam o ataque à colônia de terrenos (humanos e chimpanzés) em Garth, são descritos como algo parecido com passarinhos superdesenvolvidos, que possuem uma atitude guerreira que não combina com sua aparência (assim como os Angry Birds). Pode parecer ridículo, mas o resultado é genial, pois ao fugir do estereótipo da ficção científica, que insiste em retratar raças alienígenas agressivas como algo parecido com felinos ou outras raças predadoras, o autor acaba surpreendendo o leitor com sua guerra contra os Angry Birds.

Os Tymbrini são umas das poucas espécies galáticas aliadas dos terrenos, e foram maravilhosamente construídos pelo autor. A capacidade de adaptação dos Tymbrini permite que eles executem alterações fisiológicas e anatômicas drásticas, e como empatas são capazes de comunicar-se mentalmente percebendo coisas que os terrenos não podem ver. Além disso surge um interessante caso amoroso entre um humano e uma tymbrini, que leva os leitores a considerar o que poderia acontecer com uma integração intensa entre espécies tão diferentes.
A estória acontece em Garth, um planeta arrendado pela Terra para um esforço de recuperação do planeta após o desastre ecológico causado por uma espécie elevada que falhou miseravelmente e quase destruiu completamente a vida do planeta.
Os Gubru estão determinados em descobrir o que aconteceu com a espaçonave Streaker (veja minha análise), então eles iniciam uma guerra dentro das regras galáticas, mas conforme mencionei anteriormente a guerra em si não é o mais interessante, mas sim o que é descrito paralelamente.
No livro anterior o autor ocupou-se em descrever os golfinhos elevados, com o foco principalmente em sua linguagem, pois tratava-se de uma população restrita à tripulação da nave Streaker. Já neste livro ele conseguiu descrever melhor a sociedade dos chimpanzés em Garth, que mostra uma semelhança maior com os seres humanos.
Apesar de começar bem, o autor perdeu a mão mais uma vez em Uplift War, insistindo na alternância constante na narrativa, muitas vezes com capítulos desnecessários e sem importância. Mais uma vez David Brin mostra que não é um bom escritor, apesar de possuir uma imaginação privilegiada.

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Um comentário sobre “The Uplift War (A Guerra da Elevação) – David Brin

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