Argo – Antonio Mendez e Matt Baglio

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O livro que inspirou o novo filme de Ben Afleck conta a história da invasão da embaixada americana no Irã e usa uma estrutura narrativa em forma de um relato de um agente da CIA especialista em disfarces responsável por uma missão de resgate de parte dos funcionários da embaixada.
Trata-se de uma história real, apenas com alguns personagens que tiveram os nomes trocados para protege-los .
O autor é um dos agentes da CIA responsáveis pela missão e na verdade o livro é uma espécie de relato dos fatos e muito mais um documentário do que um romance de espionagem.
O livro apresenta uma boa análise desse período conturbado das relações EUA-Irã, mostrando que a ligação entre a CIA e o governo do Xá era na verdade um segredo conhecido por todos, e a forma atrapalhada com que o então presidente Carter lidou com a situação (apesar do autor não ser um crítico direto de Carter) e a ascensão dos radicais islâmicos ao poder.
Achei muito ruim a narrativa, ela é muito pobre e com excesso de notas de referência, chegando a ser cansativa. Os protagonistas são apresentados muito superficialmente, e o único que mereceu algum background é o próprio Mendez, mas essa parte do livro é tão ruim que tive que fazer uma leitura dinâmica deste trecho.

Resumindo, não espere muitas emoções deste livro, mas se você estiver interessado na conturbada relação Irã-EUA e quiser entender um pouco como eles passaram de aliados a inimigos mortais, então esse é o livro certo.

007 Cassino Royale – Ian Fleming

Fomos assistir o filme 007 Skyfall semana passada, e achei um dos melhores filmes de todos 007 já feitos, mas tenho uma confissão para fazer: apesar de ter assistidos todos os filmes do James Bond nunca tinha lido um dos livros de Ian Fleming, o criador do melhor agente secreto de todos os tempos! Nada melhor que começar pelo primeiro livro, Cassino Royale!

Me surpreendi com a leitura: Fácil e rápida, mas ao mesmo tempo empolgante e bem escrita, Ian Fleming mostra porque 007 ficou tão famoso!

James Bond no início da carreira –  após ter recebido o código 00, ou a “licença para matar” – vai para o sul da frança enfrentar o espião Le Chiffre numa mesa de jogo pois este está precisando ganhar urgentemente no bacaratt uma grande fortuna para poder se livrar do serviço secreto russo especializado em eliminar espiões conhecido por “smersh“, e tanto o MI-6 quanto a CIA querem sabotar as economias de Le Chiffre para que a smersh consiga fazer o serviço sujo para eles.

O agente 007 consegue se livrar de Le Chiffre, mas antes passa por maus bocados e quase acaba morto em uma sessão de tortura. Bond mostra que a sorte é uma das suas maires aliadas, tanto na mesa de jogo como na forma como escapa da morte certa! Após sua lenta recuperação, ainda no hospital, Bond considera a possibilidade de abandonar a carreira, e segue dai uma bela discussão sobre o bem e o mal, sobre dever e patriotismo, na minha opinião as melhores páginas do livro.

Nesse livro 007 encontra Vésper, o único amor de sua vida, e ele chega a pensar em casamento! Mas é claro que não vai dar certo, e ele terá uma supresa triste e desagradável no final.

Nem preciso dizer que o livro é melhor que o filme, que exagera nas cenas de luta e extrapola muito a história original. Vou assistir o filme novamente hoje mesmo para comparar… Mas garanto que vale mais a pena ler o primeiro livro de 007!