Hyperion – Dan Simmons

77566

Post atualizado, veja abaixo informações sobre a tradução para o português!

Hyperion, de Dan Simmons, é o primeiro livro da série Hyperion Cantos, escrito em 1989 e vencedor do Prêmio Hugo e Locus de melhor romance em 1990.
O livro foi escrito utilizando o estilo literário em quadros (várias histórias dentro da história principal), com várias linhas de tempo e personagens.
A história principal conta como um grupo é enviado em uma peregrinação até as Time Tombs no planeta Hyperion. Cada peregrino conta sua estória, e cada uma valeria um livro à parte, de tão interessantes de genialmente conduzidas pelo autor.
Dan Simmons criou um universo ficcional muito interessante, com tecnologias fantásticas que impactam dramaticamente a vida humana. Além disso muito do mistério envolve o Shrike, um terrível anti-herói (ou monstro), e o próprio personagem principal, o Cônsul, que também um personagem enigmático e complexo.

Contexto do Universo Hyperion

O primeiro livro está situado no século 28, onde a humanidade já colonizou boa parte da galáxia. A tecnologia que possibilitou isso foi o Motor de Hawking, que possibilita viagens mais rápidas que a luz. Mas a tecnologia que realmente revolucionou a vida humana foram os farcasters, espécies de portais que permitem viagens instantâneas independentes da distância envolvida entre cerca de 250 mundos. Cada um desses mundos possui milhares, ou até mesmo milhões de conexões farcaster. Os farcasters estão reunidos em uma rede, conhecida como WorldWeb, que tornou-se a base da economia e de toda infraestrutura da humanidade. Através desses portais, além de pessoas e mercadorias, fluem dados das avançadas dataspheres, uma rede que lembra a internet pelo fato de não estar localizada em apenas um local, mas contar com inúmeros nós de rede.  Os planetas pertencentes à WorldWeb são tão dependentes da interligação dos farcasters que alguns mundos sequer produzem alimentos para consumo próprio, dependendo completamente da troca interplanetária e até mesmo partes de residências podem ficar separadas em mundos diferentes, e as pessoas podem trabalhar em um mundo, e residir em outro.
Praticamente todas as Inteligências Artificiais (IA) existentes estão interligadas através dessa rede de dataspheres, criando uma entidade poderosa conhecida como TechnoCore.
A conexão entre os farcasters acontece graças às esferas de singularidades (buracos negros artificiais) localizados na órbita de cada mundo. A Terra foi destruída por um acidente com sua esfera de singularidade, e após o acidente aconteceu a Hegira (do hebreu hagira, que significa migração), onde várias naves semeadoras foram enviadas para estabelecer colônias em novos mundos, entre eles Hyperion.
A Hegemonia é uma sociedade em decadência que depende da força armada (conhecida como FORCE) para manter sua influência, e enfrenta a ameaça dos Ousters, bárbaros interestelares que vivem além dos limites da Hegemonia e não querem viver sob a influência do TechnoCore e dos farcasters. O líder da Hegemonia é assessorado pelo conselho consultivo TechnoCore. Entretanto o TechnoCore não consegue compreender as misteriosas Time Tombs, e a ainda mais misteriosa criatura Shrike que encontram-se no longínquo mundo Hyperion.
Os Ousters estão obcecados por Hyperion, e a invasão do mundo é iminente no início do livro.
Hyperion é um dos nove mundos ‘labyrinthine’ (labiríntico), que possuem redes de antigos labirintos subterrâneos com propósito totalmente desconhecido. Outras características de Hyperion dignas de nota: possui gravidade de 4/5g, uma fauna e flora peculiar com as formidáveis árvores Tesla – que como o nome sugere são gigantescas geradoras de eletricidade, e o mais importante são as Time Tombs (Túmulos do Tempo), gigantescos artefatos de origem desconhecida cercados por campos “anti-entrópicos” que permitem viajar pelo tempo, que é protegida pelo Shrike.
No meio dessa crise sete peregrinos são convocados pela Church of the Final Atonement (Igreja da Redenção Definitiva) para realizarem uma peregrinação até os Time Tombs para consultar o Shrike, que diz-se fornecer um desejo para os peregrinos que chegam até lá, mas existe uma lenda de que todos os peregrinos são mortos (exceto um, que tem seu pedido concedido) e presos à uma árvore de metal (daí vem o nome Shrike, no Brasil conhecido como picanço, que tem como característica o hábito de espetar suas presas em espinhos de árvores para comer mais tarde).
Apesar de toda tecnologia avançada e de até mesmo o Cônsul possuir uma nave particular, a peregrinação tem que ser feita utilizando meios de transporte primitivos, como barcos a vela, pois os campos anti-entrópicos das Time Tombs já causaram vários acidentes misteriosos com naves que tentaram aproximar-se pelo ar. A longa viagem acaba propiciando o tempo necessário para cada peregrino apresentar sua história e aos poucos vamos descobrindo mais sobre Hyperion.

Considerações sobre o livro

Eu vinha adiando a leitura de Hyperion há algum tempo. Tenho focado nos grandes mestres como Asimov, Clarke e Heinlein, mas quando iniciei o projeto de ler e analisar todos os vencedores do Prêmio Hugo, decidi encarar a leitura do livro em inglês, pois como todos que gostam de ficção científica bem sabem, as editoras brasileiras não tem interesse em traduzir e vender esse tipo de literatura no Brasil.
O livro foi escrito em uma estrutura de estórias dentro da estória principal, na forma de relatos dos peregrinos, uma clara referência ao excelente livro “Os Contos de Canterbury (ou Cantuária)” de Geoffrey Chaucer. É um tipo de prosa muito interessante e bem conduzido pelo autor.
A história de cada peregrino é contada sob o ponto de vistas deles, cheias de detalhes e é impossível não se emocionar com elas.
Em Hyperion encontramos os misteriosos Túmulos do Tempo (Time Tombs), estruturas enigmáticas que se movem para trás no tempo. Existe um mar de grama alta que lembra um oceano, mas que não pode ser cruzado à pé por causa das cobras que vivem ali. Existe o Shrike, uma misteriosa (e assustadora) criatura que massacrou os habitantes da Cidade dos Poetas e tem o hábito de empalar suas vítimas em uma árvore de metal.
Dan Simmons convence em grande parte por tratar do tema com certa ingenuidade: ele não se preocupa o tempo todo em tentar convencer o leitor com ciência. Ele prefere colocar os personagens em situações interessantes e fascinantes, e então apela ao bom senso e usa as palavras com maestria para fazer o leitor sentir-se como parte da história. E a imersão começa muito rapidamente, antes mesmo de conhecer os personagens, antes mesmo da ação se iniciar. O próprio personagem principal, o Cônsul, é a figura mais enigmática de todas e só um grande autor conseguiria manter o interesse do leitor em um personagem tão sombrio até o final dessa forma!
Mas para ser mais imparcial, considero que existem pequenas falhas no livro, mas nada que incomode. Por exemplo, Dan Simmons exagera um pouco na descrição de características físicas dos personagens que poderiam ser deixadas de lado, como diferenças entre os tamanhos do lábio superior para o inferior ou outras características superficiais… um pouco de desperdício de tinta, mas afinal é apenas um parágrafo, nada demais. Outro problema é que o autor esforçou-se demais em manter o perfil psicológico na história de cada peregrino. Cada linha, cada parágrafo mostra essa preocupação em manter o perfil estável. Eu gostaria de ter visto um pouco de conflito nos personagens. Mas talvez isso tenha sido intencional: o autor desejava criar personalidades bem definidas. Num oceano de coisas boas em Hyperion, não seria esse detalhe que estragaria o livro.

Hyperion é um grande livro, descreve um mundo fascinante e utiliza uma prosa extraordinária. Se você está procurando um bom livro — tão bom quanto Duna — deveria seriamente considerar este. Não perca tempo esperando uma edição em português (que talvez nunca venha a existir), pegue um dicionário (ou use o dicionário do Kindle), largue tudo o que você está lendo e descubra o que você estava perdendo até agora. Você não irá se arrepender.

Tradução para o português
Um amigo está traduzindo o livro para o português, no momento já concluiu mais de 2/3 do livro. Ele tentou contato com a editora de Dan Simmons nos EUA, mas eles recusaram o material, então fará mais uma tentativa com as editoras nacionais.
Enquanto não termina a tradução irei postar aqui detalhes sobre o processo e as decisões que tem sido tomadas.
Existem algumas dúvidas em relação à trechos de Hyperion, principalmente em quanto aos poemas de John Keats. Ele ficaria muito agradecido se alguém conseguir fornecer ou melhorar um pouco as traduções para os poemas abaixo.

  • Termos traduzidos (ou não) para o português
    Farcaster → Sistema de transporte instantâneo em distâncias intergaláticas (mantido o original);
    Comlog → Dispositivo pessoal de acesso à rede dos dataspheres, através de interface neural (mantido o original);
    Fatline → Sistema de comunicação instantânea, semelhante aos ansibles de Le Guin e Orson Scott Card (mantido o original);
    WorldWeb → Teia de Mundos;
    Cryofugue → Fuga Criogênica (hibernação para viagens interestelares em naves tipo spinship);
    Treeship → Nave-árvore; (estranho, mas é literalmente uma nave árvore)
    Torchship → Nave classe torch;
    Spinship → Nave de Salto. Os passageiros utilizam o sistema de crio-fuga;
    Stimsim → Estimulante Virtual;
    Ousters → Despejados;
    Skimmer → Talha-mar; (veículo aéreo que faz referência à ave também conhecida como gaivota-bico-de-tesoura)
    Deathwand → Bastão da Morte;
    All Things → Todas Coisas (Rede computacional interplanetária inteligente e autoconsciente);
    Dataspheres → Núcleos computacionais planetários onde existe a rede Todas Coisas;
    AI → IA (Inteligência Artificial);
    Burnt Offering → Holocausto (mantido o termo conforme aparece na Bíblia em Êxodo 18:12);
    Windwagon → Carruagem de Vento (uma espécie de caravela para navegar no mar de grama);
    See you later, alligator! → Rima que não faz sentido em português, traduzida como “Depois te vejo, percevejo!”
  • Poemas no Capitulo 1

“No smell of death—there shall be no death, moan, moan;
Moan, Cybele, moan; for thy pernicious Babes
Have changed a god into a shaking palsy.
Moan, brethren, moan, for I have no strength left;
Weak as the reed—weak—feeble as my voice—
Oh, oh, the pain, the pain of feebleness.
Moan, moan, for still I thaw.…”

“Morte sem cheiro—não haverá morte, lamente, lamente;
Lamente, Cybele, lamente; por seus Bebês perniciosos
Tendo transformado um deus em uma paralisia trêmula.
Lamentem, irmãos, lamentem, pois não me resta mais força;
Fraco como um junco—fraco—débil como minha voz—
Oh, oh, a dor, a dor da debilidade.
Lamentem, Lamentem, pois eu ainda derreto.…”


“Straddling each a dolphin’s back
And steadied by a fin,
Those Innocents re-live their death,
Their wounds open again.”

“Montando cada um nas costas de um golfinho
E seguros por uma barbatana,
Esses Inocentes revivem sua morte,
E suas feridas abrem-se novamente.”


“He seyde, ‘Syn I shal bigynne the game,
What, welcome be the cut, a Goddes name!
Now lat us ryde, and herkneth what I seye.’
And with that word we ryden forth oure weye;
And he bigan with right a myrie cheere
His tale anon, and seyde as ye may heere.”

“Ele disse, ‘Já que me coube dar início ao jogo,
Ora, louvado seja em nome do Senhor!
Agora vamos continuar nossa viagem, e ouçam o que tenho a dizer’
E com tais palavras, retomamos o caminho;
E ele, com o semblante risonho,
Principiou o seu conto, e narrou o que aqui se segue.”

 (Trecho do prólogo de Os Contos da Cantuária, de Geoffrey Chaucer)
  • Poemas no Capítulo 2

“Deep in the shady sadness of a vale
Far sunken from the healthy breath of morn,
Far from the fiery noon, and eve’s one star,
Sat gray-hair’d Saturn, quiet as a stone,
Still as the silence round about his lair;
Forest on forest hung above his head
Like cloud on cloud.…”

“Fundo na tristeza das sombras de um vale
Há muito afundada na respiração saudável da manhã,
Longe do meio-dia ardente, e da estrela vespertina,
Senta-se Saturno de cabelos cinzentos, quieto como pedra,
Imóvel como o silêncio ao redor de seu lar;
Floresta sobre floresta pendurada acima de sua cabeça
Como nuvens sobre nuvens…”

  • Poemas no Capítulo 3

Segue a tradução de um dos poemas do Cantos de Hyperion, de Martin Silenus, lido pelo Rei Billy, o Triste.

“Without story or prop
But my own weak mortality, I bore
The load of this eternal quietude.
The unchanging gloom, and the three fixed shapes
Ponderous upon my senses a whole moon.
For by my burning brain I measured sure
Her silver seasons shedded on the night
And ever day by day I thought I grew
More gaunt and ghostly—Oftentimes I prayed,
Intense, that Death would take me from the vale
And all its burdens—Gasping with despair
Of change, hour after hour I cursed myself.”

“Sem história ou sustentáculo
Mas minha própria e fraca mortalidade, eu trago
A carga dessa eterna quietude.
A melancolia imutável, e as três formas fixas
Laborando sobre meus sentidos uma lua completa.
Pelo meu cérebro em chamas eu meço com certeza
Suas estações prateadas derramadas pela noite
E já no dia à dia eu penso ter crescido
Mais descarnado e fantasmagórico — Frequentemente eu rezei,
Intensamente, para que a Morte me leve do vale
E todo seu fardo — Engasgando com desespero
Da mudança, hora após hora eu me amaldiçoo.”


“Then I saw a wan face
Not pinned by human sorrows, but bright blanched
By an immortal sickness which kills not;
It works a constant change, which happy death
Can put no end to; deathwards progressing
To no death was that visage; it had passed
The lily and the snow; and beyond these
I must not think now, though I saw that face …”

“Então eu vejo uma face lívida
Não presa à dores humanas, mas brilhantemente desbotada
Por uma doença imortal que não mata;
Trabalha como uma mudança constante, como morte feliz
Não pode por fim à isso; o avanço da morte
Pois nenhuma morte teria esse semblante; assim me passou
A margarida e a neve; e além dessas
Eu não posso pensar agora, apesar de ver aquele face…”

  • Poemas no Capítulo 4

“Where’s the Poet? Show him! Show him,
Muses mine, that I may know him!
’Tis the man who with a man
Is an equal, be he king.
Or poorest of the beggar-class,
Or any other wondrous thing
A man may be ’twixt ape and Platô.
’Tis the man who with a bird,
Wren or eagle, finds his way to
All its instincts. He hath heard
The lion’s roaring, and can tell
What his horny throat expresseth,
And to him the tigers yell
Comes articulate and presseth
On his ear like mother-tongue.”

“Onde está o Poeta? Façam que apareça,
Ó Nove Musas, para que eu o conheça!
É um homem que ante um outro é amigo
E par, seja Rei, ou o mais miserável.
Que possa haver de um bando de mendigos,
Ou qualquer outra coisa admirável
Alguém que é um intermediário entre Platão.
E um símio; alguém que, com a ave, corruíra,
Ou mesmo uma águia, se aproxima então
De todos os instintos; o que ouvira
O rugido do leão, e que distingue
O que em sua garganta córnia exprime,
Um homem a quem o brado do tigre
Lhe chega articulado, e lá se imprime
No ouvido dele, como língua-mãe.”


“Who are these coming to the sacrifice?
To what green altar, O mysterious priest,
Lead’st thou that heifer lowing at the skies,
And all her silken flanks with garlands dressed?
What little town by river or sea-shore,
Or mountain-built with peaceful citadel,
Is emptied of its folk, this pious morn?
And, little town, thy streets for evermore
Will silent be; and not a soul, to tell
Why thou art desolate, can e’er return.”

“Quem serão estes que estão vindo para o sacrifício?
Para que verde altar conduzes, misterioso sacerdote,
Esta novilha que levanta para os céus o seu mugido,
Tendo os sedosos flancos revestidos por guirlandas?
Que pequenina urbe junto a rio ou mar,
Ou construída em montanha, com tranquila cidadela,
Por esta gente é abandonada, esta manhã piedosa?
Cidadezinha, para sempre tuas ruas ficarão silentes
Nem alma alguma voltará jamais para dizer
Por que razão estás desabitada.”

Anúncios

43 comentários sobre “Hyperion – Dan Simmons

    • Eu gostei muito! Está mais para ficção fantástica do que científica, pois muitos dos conceitos científicos apresentados são vagos, nada práticos e estranhos… Mas é uma estória intrigante com personagens fortes e interessantes, realmente é um mistério para mim o quanto passa despercebido pelos brasileiros…

  1. Pingback: Projeto Maratona do Prêmio Hugo | Leituras Paralelas

  2. Pingback: Hyperion - Dan Simmons | Ficção c...

  3. Sensacional! Apesar de usar a “ficção fantástica” que, a priori, não gosto tanto. O fato de ter essa narrativa em quadros que você citou torna, para mim, a obra interessantíssima! É por esse motivo (universos ficcionais) que gosto tanto de Mass Effect e Halo. E também é por esse motivo que tenho vontade de ler a série Torre Negra de Stephen King.
    Já sou grato por este post seu, que me apresentou a obra e explicou várias coisas. Seguirei a sua dica: não irei esperar por tradução, agora mesmo irei dar uma olhada na Amazon e ver se encontro uma versão para Kindle. Estou lendo agora 2001 do Arthur C. Clarke, mas quero muito ler Hyperion! Se eu tiver alguma dúvida durante a leitura, posso contar com sua ajuda e paciência? 🙂
    Obrigado! Um grande abraço!

    • Recomendo muito a leitura! Vale o esforço da tradução!
      Não desanime, mas acho que você vai gostar! Quando chegar na estória do padre jesuíta banido em Hyperion em busca dos misteriosos Bakuras, você não vai mais conseguir largar o livro. O Kindle é a melhor forma de ler em inglês. Ele vem com um excelente dicionário inglês, mas eu comprei na Kindle store um dicionário inglês – português, e foi uma mão na roda!

      • Obrigado, Alessandro!

        Desculpe-me pela enxurrada de comentários, mas fiquei bem empolgado em ver, num lugar só, tantos textos sobre livros mais clássicos de FC. Até mais!

      • Que é isso, FrankCastle! Fico muito feliz em descobrir que alguém gosta de ficção científica como eu.
        Fique à vontade para comentar o que quiser, e se tiver alguma dúvida ou precisar de algo é só falar!

  4. Olá Alessandro,
    Parabéns pelo seu site, eu o acompanho sempre e seus reviews são excelentes!
    Uma pergunta: alguma chance de você mesmo traduzir este livro e colocar lá no “Minhas Traduções” ?
    Grande abraço!

    • Olá Marcos!
      Fico feliz que goste dos meus reviews!
      Eu realmente estava pensando em traduzir Hyperion, antes de começar a ler a sequência… Vou traduzir o primeiro capítulo para ter uma ideia do trabalho e depois aviso aqui para quem interessar se vou terminar essa empreitada ou não… Será um desafio e tanto, pois o livro é bem gordinho!
      Um abraço!

  5. Alessandro
    Se voce gostou de Hyperion, tem que ler o resto da série, que apesar de não seguir o mesmo estilo (de contos individuais) são excelentes. Aliás o modo como o autor entrelaça as histórias dos peregrinos com os eventos dos outros três livros tornam o universo dessa série realmente
    do quilate de Duna, Fundação e tantos outros. Vale muito a pena ler toda a série.
    Parabéns pelo blog.

  6. Olá Alessandro, fiquei bem interessado na tradução… Se puder enviar para mim eu agradeço imensamente.
    E aproveitando, já pensou em traduzir o livro A Maze of Death? A tradução que rola pela internet é sofrível e quero muito ler esse.

  7. Olá Alessandro!

    Passei para dar uma olhada nas novidades do site e vi que o post foi atualizado. Poxa, que chato esse ocorrido que você mencionou! Gosto muito da Aleph, na verdade sou um grande fã, mais pelo fato dela ser especializada em trazer bons títulos dos clássicos da FC. Até participei dessa promoção chamada Total Recall para pegar uma edição mais atualizada do Neuromancer.

    Porém, acho que eles são muito receosos. Por exemplo, é raro ver livros da Aleph em versão digital para Kindle, por exemplo. Acho que eles esperam vender uma boa tiragem do impresso antes de lançar a versão digital, talvez por medo da pirataria (de o pessoal pegar cópia digital pirata e não comprar nem digital, nem impresso). Chega a ser vergonhoso quando comparamos a realidade dos livros e ebooks do Brasil e dos EUA!

    Mas acho que esse tradutor não lhe conhece. Pois qualquer um que sabe quem você é, sabe que não se trata de simples pirataria, mas sim de um esforço de um fã realmente apaixonado. Pois você domina a língua inglesa, não teria necessidade nenhuma disso para consumir a obra. Se o faz, é para que outras pessoas possam ter acesso a clássicos que talvez nunca sejam traduzidos!

    Confesso que os livros da Aleph são “caros”. Não vou discutir a valia do ótimo trabalho deles. Mas é um valor que considero alto. Mas sempre tento comprar usando cupons de desconto de sites ou em feiras de livros. Mas nunca li nenhuma versão da Aleph pirateada.

    • Olá Frank,
      Também gosto da Aleph, estou sempre comprando livros deles. Acho que eles fazem um trabalho interessante com alguns clássicos.
      Mas como você também já percebeu, existem alguns clássicos que talvez nunca serão traduzidos e publicados no Brasil.
      No caso de Hyperion, por exemplo, acredito que só teríamos alguma chance da Aleph ou outra editora se interessar pela publicação se por acaso fizessem alguma adaptação para o cinema, o que garantiria algum sucesso comercial.
      O problema da Aleph é simplesmente falta de interesse comercial, e entendo a posição deles, afinal o objetivo da editora é o lucro.
      O que aconteceu foi um desentendimento com um tradutor que trabalha para a Aleph. Talvez ele tenha se sentido ameaçado ao ver que existem pessoas que não se conformam a ler apenas o que uma editora decidiu ser interessante comercialmente. E que estão dispostas a traduzir sem interesse comercial.
      Acho importante saber diferenciar a pirataria com fins de obter lucro do trabalho independente e apaixonado de fãs que apenas querem que mais pessoas tenham acesso a essas obras que não serão publicadas no Brasil devido a falta de interesse comercial.
      Um abraço!

  8. Sempre quis ler esta saga epica! O grande problema é se algum dia iremos achar uma tradução. Com este incidente do tradutor da Aleph, voce acredita, Alessandro, de que eles possam estar fazendo algum tipo de trabalho neste sentido com Hyperion entao?

    Caso contrario terei de comprar em ingles msm.

  9. Excelente resenha!
    Terminei o livro hoje e ainda estou imerso no universo incrível que Simmons criou! Tantos conceitos, tantas idéias…fascinante! A resenha me deu uma boa base pra estrutura o livro na minha mente 🙂
    Dando uma olhada no blog agora vou seguir com o Gene Wolfe (assim que terminar The Handmaid’s Tale), obrigado pelo bom trabalho!

      • Alessandro, peço desculpas pela demora em responder, acabei esquecendo de voltar a oblog para ver se havia me respondido.
        Não tenho experiência em traduções de livros de ficção científica, embora já tenha trabalhado com outros tipo de tradução (material acadêmico, livros espirituais). Sou leitor da área em inglês há uns bons 10 anos mas confesso que seria um desafio! Caso ainda tenha interesse, peço que se comunique comigo pelo e-mail thynta@hotmail.com, por que aqui nos comentários eu não recebo notificações. No momento tenho disponibilidade de tempo e seria um prazer ajudar no seu projeto!

        PS: Tentei responder no seu comentário, mas aqui não aparecia o link.

  10. O Hyperion e o Fall of Hyperion, são na verdade um único livro e deviam ser lidos como tal. Pelo menos essa é a minha opinião.
    Já o Endimyon e Rise of Endimyon já serão um pouco mais dispensáveis, mas para quem tenha adorado os dois Hyperiam, também não deverão deixar de serr lidos.

  11. Não conhecia o autor e muito menos o livro. Gostei muito da sua resenha e fiquei desapontado por não encontrar o livro comercializado no Brasil… Abraço!

    • Aguarde mais alguns meses que teremos uma tradução fanmade caprichada disponível para os fãs da FC. Digo meses, porque trata-se de um trabalho amador, feito sem fins lucrativos, apenas para os amigos feito à passo de tartaruga mas com muito capricho.

      • Oi Alessandro,
        acho que seria melhor aguardar o livro inteiro, a tradução fanmade vai cair na internet e pessoas desatentas podem pensar que é o livro final, totalmente traduzido, para quem é desatendo nem disclaimer vai ajudar :/

        sobre a tradução, você já pensou em fazer um patreon? obrigado pelo blog, ele é show!

      • Oi Alessandro,

        Também concordo com Lucas, o livro inteiro é melhor, o que você pode fazer é disponibilizar um capítulo a título de degustação, mas o todos, espero que sua atividade profissional permita você terminar a tradução ainda em 2015.

        Gostei muito do seu blog.

        Abraços.


  12. O post do link acima responde a algumas peguntas de comentários anteriores, Alessandro. De qualquer maneira creio ser uma ótima notícia. Abraço. Ricardo Vitor.

  13. É uma pena, mas as editoras brasileiras desprezam quase tudo de bom que existe em ficção científica e fantasia.
    Quanto ao blog peço desculpas! Estou para retomar as publicações há meses. Hoje mesmo garanto que irei publicar um post.
    Um abraço

  14. Olá, Alessandro.
    Descobri o seu blog enquanto estava à procura de novos livros de ficção. Bem legal!
    Por curiosidade, como você traduziu para o português “The Three Score and Ten”? Sei que na versão em espanhol colocaram “Los Tres Veintenas Más Diez”, o que deixou mais confuso ainda, hahaha.

    A propósito, desde já, parabéns pelo trabalho de traduzir esta obra! 🙂

  15. Ola Alessandro..td bem?muito bom o blog!!..Li toda a saga Hyperion ha alguns anos(duvidava q fosse lancada por aqui)e é realmente magnifica. Recomendo tambrm dois autores que gosto muito..Stephen Baxter com a sua incrivel Sequencia Xeelee..e Alastair Reynolds..com a serie Revelation Space..esses meus dois autores favoritos escreveram um livro juntos..As Cronicas da Medusa…homenageando o mestre Arthur C Clarke..que milagrosamente foi lancado aqui pela ed.Record..recomendo a todos esse livro fascinante!!!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s