Krull – Alan Dean Foster

Krull (1983) Original

Krull é um filme britânico-americano de 1983 cultuado por alguns, e criticado por muitos.
Uma das características mais notáveis do filme é a incomum união dos gêneros ficção científica, fantástica e ação, que produziram um resultado no mínimo digno de consideração.
Uma trilha sonora poderosa, escrita por James Horner combinado com o design surrealista também faz desse filme uma experiência única!
Na época da sua produção ele foi um dos mais caros já feitos. Foram construídos vinte e três sets de filmagem, com locações externas nas Ilhas Canárias, e em Cortina d’Ampezzo e Campo Imperatore, na Itália. Ele conseguiu faturar apenas US$ 16.5 milhões nos EUA, o que é pouco considerando o orçamento de US$ 45-50 milhões, portanto podemos classifica-lo com um fracasso de bilheteria.
Krull recebeu tanto críticas negativas como positivas, e atualmente mantém um ranking de apenas 33% no Rotten Tomatoes (site que une críticas e reviews) e nota 6.0 no IMDB (nota dos expectadores).
O filme está cheio de falhas de roteiro, por exemplo: A fortaleza da Besta aparece pousando como uma espaçonave, logo depois no filme é revelado que ela pode se desmaterializar e aparecer instantaneamente em outro lugar! Hein? Pra quê os motores? Ou então, se tudo está previsto nas profecias, e todos sabem delas, então por que todos estão tão cheios de dúvidas?
O filme é o cruzamento de O Senhor dos Anéis de Tolkien, com Star Wars de George Lucas, é possível imaginar um filho bonitinho saindo dessa união? Não… a criança é estranha mesmo.
Mesmo assim é um filme interessante, e pode ser uma boa diversão para quem não se incomodar com falhas de roteiro e os penteados odiosos dos anos 80.

E quanto ao livro?

Bem, o livro é uma adaptação do filme e não o contrário.
Normalmente filmes adaptados a partir de livros costumam ser piores, devido às limitações de orçamento e tempo, mas nesse caso o livro é apenas uma adaptação do filme, e uma adaptação fraca que deixa muito a desejar, por desperdiçar a chance de se aprofundar mais na história dos personagens.
Nada comparado com Metropolis, de Thea Von Harbou, que foi escrito pela roteirista do filme, em conjunto com a produção, criando uma obra verdadeiramente complementar.
Portanto, o livro Krull acrescenta pouco, ou quase nada ao filme, e considero uma leitura dispensável, nesse caso é melhor assistir ao filme novamente do que perder tempo lendo o livro!

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