1Q84 (Volume I) – Haruki Murakami

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1Q84 é um romance de Haruki Murakami, publicado pela primeira vez no Japão em 2009 em três volumes. O livro tornou-se uma grande sensação mundial do dia para a noite, esgotando a primeira edição no dia do seu lançamento, e vendendo mais de um milhão de cópias em apenas um mês.
Murakami levou quatro anos para escrever os livros, e o título faz uma alusão a 1984 de George Orwell, sendo que a letra Q aparece no lugar do 9 aproveitando o fato de serem homófonas.

Introdução ao Roteiro

Os eventos de 1Q84 acontecem em Tóquio, no ano de 1984, sendo que o primeiro volume acontece entre os meses de abril e junho.
O livro inicia com Aomame, que está a caminho de um importante trabalho, em um táxi numa via expressa da metrópole, ouvindo a Sinfonietta de  Janáček no rádio. Quando o táxi fica preso no trânsito ele sugere que ela desça pela escada de emergência da via expressa,  avisando-a que isso poderia mudar a natureza da realidade. Os acontecimentos que se seguem tem um toque de surreal ou até de bizarro. Ela percebe pequenas mudanças no mundo como o tipo de uniforme e armas dos policiais, notícias envolvendo cooperação espacial entre EUA e URSS. Mais adiante as coisas ficam ainda mais estranhas, com até mesmo uma segunda Lua no céu. Os capítulos alternam-se entre a Aomame, atormentada por um passado traumático e envolvida com atividades profissionais pouco usuais, e Tengo, um professor de matemática e escritor sem sucesso que se envolve numa trama para fraudar um concurso de literatura ao reescrever uma estória de uma jovem disléxica, chamada Crisálida de Ar.
Aomame é sexualmente promíscua, usando o sexo como uma válvula de escape para aliviar a tensão devido ao seu trabalho ¨pouco usual¨.
Tengo tem vários problemas com o pai, que era nada carinhoso com o filho e ainda o fazia trabalhar todos os fins de semana o acompanhando no trabalho de cobrador da empresa de TV japonesa, além de ter uma estranha memória de quando era um bebê impressa em sua mente de sua mãe com um homem que não era seu pai.
Os dois personagens principais tem uma misteriosa conexão, e é claro que Murakami vai demorar a explicar essa conexão pelo maior tempo possível.
Acha pouco estranho? Pois saiba que tudo fica ainda mais surreal, com uma seita misteriosa isolada nas montanhas, uma cabra cega e o Povo Pequenino.

Considerações sobre o livro

Podemos considerar esse livro como ficção científica? Bem, temos a coisa da segunda Lua!
E essa história da Cabra Cega e do sábio Povo Pequenino que sai da boca dela, sendo que a coisa mais inteligente que eles falam é ¨Ho ho¨?!
A relação com o trabalho de George Orwell é muito superficial, parece um pouco forçada.
Murakami sem dúvida é um artista talentoso, e escreveu uma obra genial.
Talvez a frase que melhor defina seu trabalho venha do famoso escritor Russo Tchekhov, que recebe uma bela – porém breve – análise em 1Q84:

“O escritor não é uma pessoa que soluciona problemas. É uma pessoa que os propõe.” (Anton Tchekhov)

Ou seja, Murakami deixa claro que  não pretende se ater à coisas como explicações, deixando assim várias coisas perdidas nesse mundo surreal que inventou.
Tão estranho quanto a segunda lua, a Cabra Cega e o Povo Pequenino são suas misteriosas citações de Sunny e Cher!
Se é um livro que vale a pena ser lido? Não, não é para ser lido, mas para ser devorado! O que você está esperando? Surpreenda-se!

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