Neuromancer – William Gibson

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Neuromancer é um romance de ficção científica escrito por William Gibson em 1984, e vencedor dos prêmios Hugo, Nebula e Philip K. Dick. Foi o livro de estréia de Gibson e o primeiro da trilogia Sprawl.
William Gibson nunca pretendeu tornar-se o líder de um movimento, mas com a publicação de Neuromancer esse foi o papel que coube a ele. Se você viveu a ficção científica do meio dos anos 80 então tudo que você ouvia na época era o termo cyberespaço, termo criado por Gibson e base do movimento cyberpunk. O sentimento na época era de que a ficção científica estava vivendo uma revolução que a tiraria do marasmo em que se encontrava desde o movimento New Wave do final dos anos 60.
Apesar de ser considerado um marco na ficção científica, e ter recebido todos os prêmios que importam, Neuromancer é um livro muito modesto.
O protagonista, Case, é descrito como um “cowboy” do cyberespaço, e Gibson trabalha com um material clássico, sem surpresas. Case é o típico herói clássico de estórias do velho oeste, onde o um cavaleiro solitário que não procura problemas acaba trombando de frente com eles. O personagem segue a jornada clássica desse tipo de herói, com um disfarce tecno-chique.
O hype envolvendo Neuromancer foi grandioso no fim da década de 80, mas agora dificilmente pode ser considerado um livro capaz de “pirar a cabeça” dos leitores modernos, já acostumados de tal forma com a tecnologia e hoje submetidos a uma profusão de filmes como Matrix. O leitor moderno pode achar que está lendo algo ultrapassado, caso não consiga perceber a importância história do livro, que junto com Blade Runner definiram o universo cyberpunk.
Mas a narrativa de Neuromancer é confusa e escorregadia. Gibson não consegue manter as reviravoltas do roteiro suficientemente interessantes para o leitor acompanhar, o que  foi muito melhor trabalhado na sequência da trilogia, Count Zero.
Ao contrário de outros livros importantes da época, como O Jogo do Exterminador de Orson Scott Card, Neuromancer não é um livro facilmente apreciável por qualquer leitor. Mas, de qualquer forma, é um marco literário e tem um lugar garantido na história da ficção científica.

4 comentários sobre “Neuromancer – William Gibson

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  3. Realmente, é um livro bem confuso. Li Neuromancer há uns 11 anos atrás. Como fã de cyberpunk que sou, adorei a ambientação, mas não consegui acompanhar a trama a partir de determinado ponto. Pretendo retomar a leitura este ano e seguir com as continuações: Count Zero e Mona Lisa Overdrive.
    Como você bem colocou, não é uma leitura facilmente apreciável, mas tem grande importância no gênero. Você chegou a ler as continuações, o que achou delas? Obrigado.

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